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Pesquisa inédita vai revelar como circulam os recursos culturais na Zona Oeste/Sudoeste do Rio

    Pesquisa inédita vai revelar como circulam os recursos culturais na Zona Oeste/Sudoeste do Rio

    Diagnóstico analisará editais, leis de incentivo e emendas parlamentares nas três esferas de governo e evidenciará dados inéditos sobre o acesso às políticas públicas culturais nos bairros como Jacarepaguá, Barra, Taquara, Vargens e adjacências

     A Casa de Culturas, Cuidado, Convivência e Memórias Viva Zona Oeste começa  uma pesquisa inédita sobre a circulação dos recursos públicos destinados à cultura na região. O estudo vai mapear, pela primeira vez, como editais, leis de incentivo e emendas parlamentares chegam — ou deixam de chegar — às bordas da cidade, especialmente nas Áreas Programáticas (AP), recortes territoriais utilizados pela Prefeitura para organizar políticas e serviços.

    É a primeira vez que teremos uma fotografia completa de como a política cultural chega às nossas regiões”, afirma Vinicius Longo, fundador e Diretor de Produção da Casa de Culturas Viva Zona Oeste. “Produzir esses dados é fundamental para disputar recursos de forma justa e mostrar a potência cultural da Zona Oeste/Sudoeste.

    Além da análise dos investimentos das três esferas de governo nos anos de 2024 e 2025, o levantamento também vai comparar a distribuição de recursos entre a Zona Oeste e outras áreas da cidade, revelando disparidades históricas e oportunidades de fortalecimento cultural no território.

     
    Um diagnóstico necessário para enfrentar desigualdades

    A instituição reforça que a ausência de metodologias e a construção desses dados organizados impede diagnósticos mais precisos sobre quais territórios acessam recursos culturais, com base em que critérios e sob quais impactos. Desta forma, poderá auxiliar a entender como as políticas públicas de cultura tem construído e diminuindo desigualdades históricas territoriais. 

    Sem informação, seguimos invisíveis. Com dados, podemos planejar, incidir e cobrar políticas que estejam à altura do tamanho e da diversidade cultural da Zona Oeste”, destaca Fernanda Rocha, também fundadora e Coordenadora Geral do Viva Zona Oeste. 

    A pesquisa prevê mais de 2 mil entrevistas com empresas, coletivos e iniciativas culturais formalizados para identificar desafios de acesso, percepções sobre os órgãos públicos e o grau de participação nas políticas culturais, mas também englobará as atividades informais.

    Etapas e cronograma

    A elaboração do questionário e as escutas com pesquisadores e gestores públicos ocorreram entre outubro e dezembro de 2025. Ainda no fim do ano foi aberta uma chamada pública que selecionou coordenadores e pesquisadores de campo. A coleta de dados inicia no dia 05 de janeiro e vai até o final de fevereiro de 2026, seguida do processamento das informações e da produção do catálogo digital e impresso da pesquisa.  A divulgação oficial dos resultados está marcada para o dia 31 de maio e continuará sendo lançada em diferentes partes do Brasil,  junho de 2026.

     

    Sobre a Casa de Culturas, Cuidado, Convivência e Memórias Viva Zona Oeste

    A Casa Viva Zona Oeste atua há 19 anos na promoção das culturas, memórias e  identidades do território, com ações que envolvem feiras culturais, escutas territoriais, palcos abertos gratuitos e iniciativas de preservação das tradições brasileiras e afro-brasileiras.

    Ao longo de sua trajetória, a instituição se consolidou como referência na democratização do acesso à cultura, no fortalecimento das expressões periféricas e na articulação comunitária. Sua atuação contribui para ampliar direitos culturais, visibilizar a produção local e consolidar a Zona Oeste como um polo de diversidade e potência criativa na cidade do Rio.

    Nosso espaço fica aberto de segunda a sexta de 13h às 19h e podem ser agendadas visitas pelas nossas redes sociais instagram/facebook @vivazonaoeste ou em nosso site www.vivazonaoeste.com.br, ou ainda por e-mail vzoatendimento@gmail.com 

    Informações à imprensa:

     

    Flávia Domingues / EfeMais Comunicação